segunda-feira, 17 de março de 2008

Branquinha

Vejo a luz como te vejo
Da tua boca amo
O teu beijo
Teu olhar é transparente
Como cristal
A tua sinceridade
É um sabor, com cor
E calor
Na minha boca
Tua certeza
É de uma mulher portuguesa
Hoje rapariga
Caíste no céu como
Uma Estrela que necessidade
De encontrar o caminho
Como a estrela de Belém
Hoje por alguém
Seu amor tem orgulho
A ver lhe a crescer
És mais que uma
Sereia, rainha do tempo
Tuas mãos, me aquece
Teu olhar deixa-me
A deriva teu sorriso deixa-me
Vivo! Vivo por ti sabendo
Que não existe frases
Para agradecer a tua maneira de ser
Branquinha, meu bem-querer

Eu

Nasci num clima quente
Fui criado por uma família de boa gente
Tive uma infância diferente
20 Anos, e ainda cá estou
Erguido como um pescador
Que lança a sua rede com amor
Ao mar
Eu escrevo versos sem pensar
E o que faltar de criar!
A noite completa
Com as luzes e sua suavidade do céu
Ontem com chapéu

Hoje me escondo entre textos
Como uma mulher detrás de um véu
Pura, assim sua vida será dura
Foi a minha
Desde gaiato, talvez um retrato
A preto e branco em alturas
Que cai a chuva
Mas sempre humilde e honesto
Sincero como as gaivotas em terra


Vê mulheres carregando canastras
E um povo insuficiente
Para um presidente corrupto e inculto
Os nossos tempos, sempre o mesmo
Teimam mantere - se mais uns anos
Em roubos, fome, falta de educação e engano
Hoje será que não existe diferenças
Do branco, preto e cigano?
Sou português!
Sou um africano

Amar

Fecho os olhos, hoje oiço apenas
As sinfonias das palavras
Oiço discos, recordo por momentos
As horas e os dias, os sentimentos
Que estão dentro de mim
Amores hoje passam a conflitos
E o que faz significado
Para mim não são os manuscritos
E o que foi dito
Amar!
É um sentimento bonito
Mas nem por vezes é tudo
Hoje bom
Amanhã diferente
Os amores se vão, mas amizade fica
Já vê tanta gente
Um dia um mês
A filosofia que trago do amor
Vivo um dia de cada vez
Faço de cada minuto uma emoção
Não procura a razão
Apenas sigo o coração
Como todo o poeta


O amor é como cálice de licor
Tinto a sua cor
Calor da sua idade e paixão
Amor a primeira vista é como vulcão
Em estado erupção
A sintonia, e o bem-querer a melhor perfeição
Aquilo que sinto hoje é paixão….

Estrela Africana

Hoje acordei e olhei para espelho
E vê em mim expressões
Um feitio, um ser
Parei e te imaginei
Não sei como eras
Mas a tua maneira é que partiu
Foi como uma cegonha branca
Como neve, que já não volta
Eternamente a terra quente
És mais que gente
Para mim uma tatuagem
És a minha certeza
A minha riqueza
És o meu maior desejo
A minha estrela
Da noite e da manhã
És hoje e o amanhã
És um talismã que nunca terei
És conforto que queria ter
Em casa em dias em vão
És o ser que eu queria
Sentir e ver
A meu lado, sendo a minha luz
O meu passado, presente e futuro
O meu muro e o meu berço
Nada tem preço
As tuas palavras, nem o teu toque
Único, uma vida
Única para sempre

Ouve

Se das palavras que digo
Fosse um meio ou uma solução
Não andaria, desarmando
Tinha um amigo
Em todo o lado
Com o rio, em todos os momentos
Momentos esses Maus e bons
Talvez seria uma segunda consciência
Que falasse comigo e eu lhe ouvisse
E seguiu-se como as primeiras ideias inatas
Juventude hoje de cabeça para baixo
As mentes e ideias são mais baratas
Nas ruas vejo latas vazias
Barrigas vazias de mendigos
Putos ganham astúcia para roubar
E matar, saltar a faca a apontar
A realidade hoje transformou em de filmes
De terror de sangue e dor
Hoje eles perderam a vergonha
Pais leberais, ou vergonha?
Eles não sabem o que isso é
Nem todos dias estão de pé
Aqueles que acham que o ódio
As grandezas e fezadas são o melhor pélodio
Enganam - se!
Tudo tem uma consequênçia!
Cá se fazem cá se pagam
Consome raiva e desespero dentro deles
Tornam se marginais
Porque não estão bem mentalmente
Praticam actos sem consciência
Mas não á ninguém que nos explica essa evidencia
Aconselha-te, age, reage,
Procura em ti o teu brilho
A tua beleza, a vida põe nos sempre a prova
Muitas vezes isso é para tornarmo nos melhor
Sabendo perdoar, apoiar
Achar o ser verdadeiro que á em nós