quarta-feira, 19 de março de 2008

Fim?

Se estou a magoar
Se tenho estado a magoar
Peço perdão!
Tudo aquilo que tens
Quero acabar
Porque não quero sentir em mim
Dor, mágoa, desespero
Não quero transformar – me num em vão
Nem ser fechado
De ouvir que só um pobre coitado
Um gajo limitado, cada frase
A cada gesto que faço
Prefiro desatar o laço
Que há entre nós
Em vez de um só
Cada um para seu lado
É tão triste isso
Nosso amor tão raro
É como história do fado
De uma caravela
Que vagueia entre rios
Na noite mais bela
Segredos, romance, calor
Não vejo na da janela
Mas em ti e mim
Numa cela
Trancado, com folhas e lágrimas
Não quero
Mas espero que triunfes na vida


Que tenhas tudo o que mereces
Sei que fracassei
Sei que chamei
Amor
Mas hoje não sei se vou encontrar
Sempre te quis ajudar, explicar
Mostrar, criar, dar, poder falar
Ensinar, sempre a sonhar
Caminhar, passar, olhar para vida
No meu diário não existe
Mais palavras e dados
Mas estão lá todos os recados

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